A Economia Política do Golpe é discutida em mesa no Salão Azul

Décimo encontro do curso “Golpe de 2016 no Brasil e o futuro da democracia” reúne João Sicsú (UFRJ), Eduardo Costa Pinto (UFRJ) e Alexis Toribio Dantas (Uerj) na última terça-feira (19/06)

-Por Carolina Carvalho

Palestrantes da mesa “A Economia Política do Golpe” no Salão Azul

 

“Estamos vivendo um 18 de Brumário Tupiniquim”, destacou, em sua fala, o professor Eduardo Costa Pinto (UFRJ), ao abrir a mesa “A Economia Política do Golpe”. No evento, o docente enfatizou a grande amplitude da crise econômica e política brasileira, a partir de três aspectos: a crise da acumulação, a crise da cena política e a crise institucional. Durante a palestra, ele procurou desconstruir a ideia de que o Governo Dilma havia sido uma época de grandes investimentos no setor público, argumentando com dados e números que o governo da primeira presidenta brasileira, na verdade, seguiu um método chamado por ele de Agenda FIESP e se afastou bastante da estratégia econômica lulista. No entanto, ele concluiu sua fala com otimismo dizendo que, pela primeira vez na história brasileira, estamos vivendo mudanças estruturais significativas nas bases mais pobres da sociedade e que exatamente isso pode ter sido o agravante da falta de estabilidade no cenário nacional.

“A crise política causou a crise econômica no Brasil e não o contrário.”

O segundo palestrante, Alexis Torrino Dantas (Uerj), trabalhou a ideia de que a crise política causou a crise econômica e não o contrário. “Analisando o cenário econômico de 2014, nenhum economista no mundo diria que estraríamos num estado de crise tão acentuado em 2015“, explicou o palestrante, ao argumentar que os problemas econômicos teriam sido causados através da especulação, com a ajuda da mídia e de acordo com os interesses dos grandes empresários brasileiros. Por fim, João Sicsú (UFRJ) deu uma aula sobre o Golpe dentro do contexto histórico do capitalismo e disse que dentro do “Consenso de Washington”, dois tópicos são de interesse máximo para entender o contexto nacional: a privatização e a disciplina fiscal.

A mesa organizada pelo curso de Economia foi mediada pelo professor Antonio José Alves Júnior e começou por volta de 14 h, estendendo-se até às 16 h, com abertura para perguntas da plateia em seguida.

Esta foi a penúltima mesa em 2018.1 do curso “Golpe de 2016 no Brasil e o futuro da democracia”, que conta com mais dois eventos em 2018.2 . A última mesa do semestre acontecerá no dia 25/06 (segunda-feira), às 14 horas no Salão Azul e debaterá “As Forças Políticas e o Golpe”.

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